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atualizado em 10/00 

 

VEGETAÇÃO
As florestas que cobrem a Serra do Japi pertencem ao que foi definido, pelo Mapa de Vegetação do Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1993, como Floresta Estacional Semidecidual. Esse tipo de vegetação tem ampla distribuição no Brasil, ocorrendo no norte do Paraná, em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, atingindo inclusive o Paraguai e o norte da Argentina. É uma vegetação com alta diversidade florística (número de espécies de plantas) e, juntamente com outras formações vegetais, compõe o Domínio da Mata Atlântica.

Apesar da aparência homogênea, foram identificados três tipos de vegetação na Serra do Japi: a floresta mesófila semidecídua, a floresta mesófila semidecídua de altitude e os lajedos rochosos. O termo mesófila refere-se a plantas que crescem em ambientes em que existem condições estáveis de temperatura e umidade, fato que nem sempre ocorre na Serra do Japi, onde existe uma sazonalidade evidente, com uma estação fria e seca - inclusive com eventuais geadas- de abril a setembro e uma quente e úmida de outubro a março. Por esse motivo, foi sugerido que tal termo não seja utilizado para definir esse tipo de vegetação. O termo semidecídua refere-se ao fato de que algumas árvores, nesse tipo de floresta, perdem parcial ou totalmente suas folhas na estação fria e seca. Além disso, esses tipos básicos de vegetação também não são homogêneos em toda a sua extensão. Isso se deve, possivelmente, a diferenças na composição do solo ao longo da Serra, à sua topografia e à presença de manchas de vegetação em diferentes estádios sucessionais.

As florestas semidecíduas são relativamente bem estudadas, principalmente no Estado de São Paulo. No Japi, foram registradas, até o momento, 303 espécies arbóreas, pertencentes a 176 gêneros e 63 famílias, o que coloca essa área em posição de destaque em relação à diversidade da flora do Estado. Essa lista de espécies, no entanto, é parcial, já que há áreas ainda não amostradas na Serra e os estudos restringiram-se às espécies de árvores. Além dos estudos florísticos (levantamento de espécies), foram feitos estudos fitossociológicos comparando os dois tipos florestais da Serra, ou seja, as florestas das áreas mais baixas (semidecídua) e as das áreas mais altas (semidecídua de altitude). Além disso, foi estudada a relação entre os diferentes tipos de vegetação e a composição do solo nos locais em que elas ocorrem. Outros trabalhos abordaram variações sazonais na produção de serapilheira e no seu teor de nutrientes (por exemplo fósforo e cálcio), além da época de floração e frutificação das espécies arbóreas, também comparando as duas áreas. Os padrões de dispersão de sementes também foram estudados na Serra, mas faltam estudos sobre interações planta - polinizador. Estudos mais detalhados sobre a composição de espécies, a estrutura fitossociológica da vegetação e dos processos que nela ocorrem ao longo do tempo permitirão o estabelecimento de modelos para a recuperação de áreas degradadas do Sudeste brasileiro, o que torna a Serra do Japi uma importante fonte de conhecimento científico.

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