|
|
CICLOS
ECONÔMICOS
A
fase canavieira vai sendo substituida pelo cultivo do café a partir
de meados do século XIX. Até 1838 o café não
tinha impotância em terras jundiaenses (1.276 arrobas de café/11.800
arrobas de açucar). Os bairros da Serra como: Morro, Santa Clara,
Japi e Rio das Pedras conhecem a produção cafeeira em grandes
propriedades (Fazendas Japi, Bonifácio, Ermida, Rio das Pedras,
Cachoeira ou Guaxinduva etc..) como em pequenos sítios, a exemplo
do Sítio do Tanque, contendo: "5.000 pés de café
formados; um pastinho fechado a cerca de arame; casa de morada; uma casa...
para negócio, com prateleira e balcão; duas tulhas; uma
olaria com fornos e seus pertences; rancho,estrebaria e choqueiro, cobertos
de telhas, paiol, galinheiro e uma carroça arreada". Ainda
hoje se vê terreiros de secagem de café remanescentes daquela
época, mas com as geadas,esses cafezais foram subindo morro concorrendo
com pastos de criação de muares em prejuízo das matas
nativas "Todas as antigas matas foram barbaramente destruidas com fogo
e machado; e esta falta acabou em muitas partes com os engenhos. Se o
governo não tomar enérgicas medidas contra aquela raiva
de destruição, sem a qual não se sabe cultivar depressa
acabarão todas as madeiras e lenhas os engenhos serão abandonados
as fazendas se esterilizarão..." (Bonifácio de Andrada
e Ribeiro de Andrada).
 |
|
Em
seguida, com a colonização italiana no final do sec.
XIX, em Jundiaí, iniciou-se o plantio da uva nos vales e encostas
baixas da Serra. No sec. XX, durante a segunda guerra mundial, o país
fica sem combustível. Introduz-se o gasôgenio para veículos
e a Serra do Japi passa a ter sua mata nativa transformada em carvão
vegetal e lenha para as ferrovias. Nos anos 60 e 70 a vitivinicultura
na região inicia sua derrocada, sendo substituída por
florestas plantadas, principalmente eucalipto, que até hoje
é explorado.
Atualmente,
a Serra é ocupada por agricultores, chácaras de lazer
e atividades de turismo rural.
<--------
|
Fazenda
sta. Clara Terreiro de café
|